The European Awards for Best Practices 2018 Convention – Bruxelas (Bélgica)

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Hoje, 12 de maio, aqui no European Awards for Best Practices 2018, Hotel Le Plaza em Bruxelas, recebi um dos mais importantes prêmios da minha vida para INOAR, empresa da qual sou fundadora.

A European Society for Quality Research (ESQR) é uma organização com sede em Lausanne na Suíça, que promove as boas práticas de gestão premiando empresas de diferentes segmentos na Europa, Ásia, Américas, África e Austrália.

Na sessão da manhã discursos dos participantes de empresas, administrações públicas e organizações, apresentando e compartilhando suas conquistas. Agora à noite, Cerimônia e Jantar de Gala, onde comemoramos muito. Por isso quis compartilhar com todos vocês.

O investimento em boas práticas é uma constante desde a criação da INOAR. Nosso forte crescimento orgânico só foi possível porque investimos muito em todas as áreas.

Um evento maravilhoso, um prêmio gratificante. Foi uma honra estar entre os melhores do mundo em qualidade, em tempos onde tudo ficou muito igual. É de uma grandeza ímpar.

Agradeço profundamente aos meus pais que me deram à vida. Sem eles, nada disso seria possível. Agradeço também aos amigos que me apoiam em tempos de sol e de tempestade. Agradeço à equipe da INOAR, que dedicadamente trabalha para este tipo de resultado. Mas, agradeço principalmente a Deus, que só tem cumprido sua promessa na minha vida. Muito obrigada.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

 

 

 

AS NOVAS PROFISSÕES DA INDÚSTRIA 4.0

NERSANT portugal

O trabalho formal está sendo reduzido em velocidade muito rápida e a previsão é que até 2.020 acelerem às mudanças organizacionais. Isso ocorre devido ao impacto da robotização e digitalização de processos, que eliminarão milhões de empregos em vários países e regiões do mundo, como já vem falando o Fórum Econômico Mundial desde 2016.

Muitas profissões vão deixar de existir, mas podem ser criadas outras que envolvem inovação, tecnologia, cloud, cibersegurança, big data, robotização, digitalização e cientistas dos dados. Estas são algumas das conclusões do Workshop Get Innovation promovido pela Associação Empresarial da Região de Santarém e o Instituto Politécnico de Santarém (IPS) buscando maior aproximação a nova realidade da indústria 4.0.

Aos interessados vejam o link que segue: https://omirante.pt/sociedade/2018-05-05-Workshop-Get-Innovation-mostrou-necessidade-de-novas-profissoes

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

Enquanto morar for privilégio ocupar é um direito

Incêndio Edificio Wilton

Essa máxima utilizada pelos trabalhadores sem teto que ocupam edifícios vazios é também uma consequência lógica da desigualdade social que assola o país. Na maioria das vezes esses edifícios estão vazios, por muito tempo, para especular com a subida de preços do mercado imobiliário. Realmente precisamos refletir sobre o problema: ele está nas ocupações ou  as ocupações são  consequência de um problema maior que é a especulação imobiliária?

Tal realidade foi denunciada pela máxima autoridade das Nações Unidas para assuntos de moradia e populações sem teto, a Doutora Leilani Farha.

A advogada canadense disse que o incêndio que derrubou o edifício Wilton Paes de Almeida, próximo  ao Largo do Paysandu, centro de São Paulo,  na madrugada do  1º de maio, “causa tristeza, mas  não surpresa”. Para ela “quando governos em nível federal e local fracassam em implementar o direito de moradia, grandes tragédias e mortes acontecem”.

Concordo com ela. A especulação imobiliária incentivada, e muitas vezes patrocinada pelos atuais governantes (Federal, Estadual e Municipal) exclui muitas pessoas do direito básico (e constitucional) da moradia, produzindo tragédias humanas como a que vimos no dia 1º de maio.

Pesquisei sobre o tema e o número de pessoas sem casa no mundo todo está crescendo e criando um problema muito sério de insegurança humana. No Brasil isso é muito grave, existem 6,6 milhões de pessoas sem moradia (a população inteira de um país como a Nicarágua, por exemplo) e paradoxalmente existem mais de 7 milhões de casas ou edifícios vazios. Ou seja, muita gente sem casa e muitas casas sem gente. É um problema sério para que reflitamos.

Acho que a especulação imobiliária tem muita culpa nisso tudo, já que o aumento do preço dos imóveis exclui justamente as pessoas com baixíssima renda que não podem pagar tais valores. Já pensou uma mulher com trabalho precário ou subemprego, que é a imensa maioria dos brasileiros, pagar por um apartamento de 100 mil ou 1 milhão de reais? Tem algo errado aí, não é?

Por isso sou solidária com as vítimas desse incêndio que ainda está sendo investigado, mas há indícios de que  não foi um acidente. Vamos acompanhando.

Falando em investigação, pergunto qual o resultado das investigações do assassinato da Marielle, dos tiros à Caravana do Lula e da tentativa de assassinato no acampamento em Curitiba, com munição exclusiva do exército e da Polícia Federal?

Investigações e sentenças neste País parece que só são rápidas para condenações sem provas, mas com muita convicção…

Aos interessados, sugiro a leitura da matéria sobre a declaração da representante da ONU: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-43987258

 

QUAL O FUTURO DAS EMPRESAS NAS REDES SOCIAIS DIGITAIS?

globo
imagem biznology.com

Mais uma empresa saiu das redes sociais, segundo a BBC News de hoje, 16/04/2018.

A cadeia anglo-irlandesa Wetherspoon Pub fecha suas contas de mídia social através de um comunicado pelo Twitter para seus 44 mil seguidores. Tinham centenas de contas no Facebook (100 mil seguidores), Twitter e Instagram (9 mil).

As razões alegadas pelo presidente da rede, Tim Martin, são as más publicidades em torno das mídias sociais. Também influenciaram as decisões as preocupações com o “uso indevido de dados pessoais” e “a natureza viciosa das mídias sociais”.

As redes sociais vêm sendo usadas como importante estratégia de marketing para qualquer empresa, sendo vital para pequenas. Elas servem desde fornecer suporte ao cliente até a promoção de marcas. Sobreviveríamos sem rede em um mundo onde a comunicação digital é real?

Em fevereiro a Unilever ameaçou retirar todos seus anúncios do Facebook e Google de não policiassem o conteúdo extremista e ilegal.

A Tesla (que recentemente mandou um automóvel para o espaço) excluiu suas páginas oficiais no Facebook pós escândalo de dados do Facebook/Cambridge Analytica.

Qual o futuro das redes? Questões para refletirmos. Afinal, “gerenciar uma estratégia de mídia social eficaz e certificar-se de que a equipe que executa tantas contas se atenha à política da empresa é um negócio muito demorado e caro”, como disse Rory Cellan-Jones, correspondente de tecnologia da BBC, analisando tal decisão da Wetherspoons, na matéria que resumi aqui no blog.

Aos interessados, sugiro a leitura do texto no original: http://www.bbc.com/news/business-43781281

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

 

“QUEREMOS AÇÕES E NÃO PALAVRAS”

JAMAIS SE RENDA

Historicamente mulheres que tentaram ou ocuparam o poder foram tachadas de “loucas”, “histéricas”, “burras”, “nervosas”, entre tantos adjetivos que ouvimos, sutil ou abertamente. No final do séc. XIX  e início séc XX, se intensifica o discurso que desqualifica a mulher chamando-as de “histéricas”. Hoje, séc. XXI, tal discurso persiste através da pergunta “você está de TPM?” ou da afirmação “ela está de TPM”.

Importante sabermos que muitas mulheres assimilam tais falas como verdadeiras e se sentem despreparadas para assumirem funções. Outras que chegaram a altos escalões, tanto em empresas públicas quanto privadas, questionam a luta com pauta específica das mulheres. Mas, isso é um equívoco. Devemos nos unir para conquistá-las.

Outro dia assisti novamente o filme “As Sufragistas”. Fiquei pensado: quantas vezes terei que assistir para entender que chegamos até aqui pela luta, sofrimento e morte de muitas? Até quando assistiremos caladas os descalabros que acontecem com mulheres a nossa volta por que não queremos comprometer nossa imagem, posição, etc.? É mais que chegada a hora de não somente assumirmos o poder nos diferentes locais de trabalho, mas principalmente na esfera pública, mais especificamente, na política. Que atualmente no país está bastante crítica, seja pela polarização dos campos em disputa, seja pela crise institucional que atinge o Estado.

Há muito lutamos por um lugar social porque a sociedade foi determinando que o lugar público é para o masculino e o lugar privado é para o feminino. Isto é, os homens cuidando das coisas da política, economia e sociedade, e as mulheres cuidando, da família e afazeres domésticos.

No Brasil desde 1932, no governo de Getúlio Vargas, as mulheres conquistaram o direito de votar. Mesmo assim, nunca passamos de 11% no Câmara e Senado, mas, somos quase 52% da população. Quanto ainda teremos que lutar? Quanto luta ainda para termos o respeito dos partidos e políticos em geral? A legislação é clara: 70 e 30 de cotas de gênero. Mas, parece que as direções dos partidos determinaram 30% para mulheres e 70% para homens. E em todas as eleições os partidos correm atrás de preencherem as cotas de mulheres. Muitas compõem as listas de candidatos só para que partidos atendam às exigências eleitorais, e não por que tenham interesse na luta das mulheres.

Na questão de mercado de trabalho não é diferente. “Mesmo a maciça entrada de mulheres não significou a conquista da igualdade ou a eliminação das discriminações. Seus ganhos continuam menores que os dos homens e sua capacidade intelectual e competência profissional são questionadas o tempo todo”. (SESC SP: Mulheres em Profissão de Tradição Masculina: um breve estado da arte – 13/04/2018)

Segundo o Instituto Patrícia Galvão, no Brasil, “a feminização de profissões tradicionalmente masculinas decorreu, entre outros fatores da entrada maciça das mulheres nas universidades nos anos 1970, e da ampliação dos seus interesses para além do casamento e da família.

A sociedade tem que refletir a cerca de tais questões. Isso não é somente uma pauta feminista. O movimento “#MeToo” (http://www.hypeness.com.br/2017/10/metoo-mais-500-mil-mulheres-expoem-o-tamanho-do-abuso-e-do-assedio-no-mundo/), por exemplo, que denuncia o assédio sexual, teve grande repercussão nos EUA, gerando polêmicas na Europa e mundo a fora. Ele, entre outros, aponta uma tendência de que as mulheres não mais aceitarão a discriminação, o preconceito e o machismo, presente na sociedade, em diferentes graus dependendo do país, mas, em pleno século XXI.

Resumindo, no Brasil é tudo muito recente, portanto, a luta é constante para garantir direitos das mulheres. Mesmo na condição de CEOs, Fundadoras, Presidentes, Conselheiras, etc., há tentativas de “preservar às mulheres” retirando-as de decisões mais importantes.

A pesquisa Panorama Mulher, realizado pelo Insper, em parceria com a Talenses, publicada na Revista Época Negócios (10/2017), mostra que somente 8% das empresas brasileiras têm mulheres como presidentes e 17% como vice-presidentes. Nos conselhos, só 9% dos membros são mulheres. Mesmo em cargos de diretoria, apenas 21% são mulheres.

Coloco esse tema para refletirmos como mulheres, como empresas, como sociedade. Há muito que se fazer. E para colocar em prática o que diz o título deste artigo: “Queremos Ações e Não Palavras”, indico o filme “As Sufragistas”. Quem quiser pode ver o trailler: https://www.youtube.com/watch?v=e88IJJv7PLQ

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

IMPOSSÍVEL PERMANECER INDIFERENTE

kafka
fonte: http://thequietus.com/articles/21607-kafka-trial-anniversary-80-years-trump-inauguration-america-politics

“Kafka e Lula! Um processo? Garantias individuais ou a lógica perversa do absurdo? Impossível permanecer indiferente. Como não chorar quando sombras espessas tonalizam a democracia!

É grave o luto que escurece as sílabas constitucionais! Pincelaram midiaticamente as repulsivas cores do presumível: CULPADO!

Espantosa ruína do direito! Um Salomão esquecido caminha sonâmbulo enquanto uma biografia se estilhaça! Altares para a pompa! Hipocrisia de lépidos abutres!

Eu os acuso por atentarem contra a constituição, por atentarem contra a Lei Sagrada do Humanismo.”

O texto que hora compartilho é do professor e escritor gaúcho Andre Agostini.

 

Inocência Manoel

 

ELEIÇÕES BRASIL 2018 E AS REDES SOCIAIS

GRAFICO POSTAGENS LINKEDIN - PARA BLOG

Continuando minha análise sobre redes sociais, hoje quero falar do Linkedin. Uma rede que investi bastante tempo porque segmentada para questão profissional, e por que tenho interesses ali.

Outro dia postei um texto sobre a confidencialidade dos dados em tempos de big data (título original: Facebook e a Confidencialidade dos Dados). Notei que teve poucas visualizações (17), embora 11 pessoas tenham gostado, ficou em última colocação desde a postagens de dezembro passado. Sei que há diferença entre visualizar e ler, no feed ou no artigo, etc., o que não impede de refletir sobre o porquê de um tema tão importante não ter despertado interesse. Até por que a média de visualização das minhas postagens no Linkedin é de 457, conforme o gráfico na capa deste post.

Com tal leitura e reflexão, elaborei 3 hipóteses que compartilho agora para, ampliarmos o debate, comprovando, negando ou gerando outras. Afinal, a realidade é dinâmica.

1) A questão envolvendo o Facebook foi blindada, principalmente pós polêmicos usos de mais de 50 milhões de perfis de usuários/eleitores americanos em “parceria” com a Cambridge Analytica. Talvez porque o tema privacidade dos dados/segurança da informação respingue em todas as outras redes sociais;

2) O LinkedIn monitora (ou censura?) determinados conteúdos, permitindo sua maior ou menor visualização, mesmo em um perfil Premium, como é meu caso;

3) O texto, de fato, não despertou interesse, ainda que envolva uma questão séria de manipulação da opinião pública em processos eleitorais. Essa com certeza seria a mais grave das hipóteses. Isto por que o Brasil têm eleições previstas para outubro de 2018 (espero ocorra em processo de democracia plena) e deveríamos estar atentos a possibilidades de manipulações e fake news (para além do que há muito já se faz de manipulações no país), envolvendo às redes sociais.

Ocorre que a manipulação em questões políticas de forma tão direta, conforme o caso do Facebook e Cambridge Analytica, divulgado amplamente na imprensa nacional e internacional, é muito séria e pode causar estragos irreversíveis no médio e longo prazo. Impactando na Democracia, na liberdade de escolha, no direito de ler e interpretar os fatos cotidianos, entre outros aspectos. Portanto, não é uma pauta que deva ser banalizada, mas, discutida todo dia para que não esqueçamos o que está acontecendo no país e o que pode acontecer durante e após o processo eleitoral.

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos