DEIXE O SOL ENTRAR (Let The Sunshine In)

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Em tempos de incertezas, ameaças à democracia, às liberdades individuais, direitos civis, direitos humanos, direito dos animais, das florestas, dos mares e oceanos, entre outras ameaças a conquistas históricas da Modernidade, sugiro que assistam esse pequeno vídeo que fala muito sobre o que estamos vivendo. É uma reflexão para que “o sol nos ilumine” nessa caminhada, nos fazendo fortes e resistentes na conquista de nossos sonhos.

RESILIÊNCIA: A ARTE DE RESINIFICAR ÀS TEMPESTADES DA VIDA

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 Resiliência é nossa capacidade de acumular energia quando somos exigidos ou submetidos aos testes de resistência. Precisamos ser resilientes em situações de crise, tendo fé e equilíbrio para realizar nossos objetivos.

Desenvolvemos resiliência à medida que assumimos a responsabilidade sobre nossa vida; que elevamos nossa estima de modo a enfrentar desafios e adversidades; aceitamos mais riscos, muitas vezes nos expondo, como o único caminho para se diferenciar; aumentamos nossa capacidade de adaptação.

Todos nascemos com talento/habilidade. Descobri-lo é dar sentido à vida. E independente de ter ou não ocupação formal, ou da condição social, ter resiliência nos auxiliará nas adversidades. Muitas vezes exigindo que resinifiquemos aquela experiencia, aparentemente negativa, mas que certamente tem algo a nos ensinar.

A questão é que, na maioria das vezes, estamos olhando para nossos pontos fracos, pensando que não somos merecedores, pensando no que deu errado, entre outras preocupações na mente. Na verdade, deveríamos estar buscando de soluções criativas e inovadoras.

Já enfrentei todo tipo de adversidade. Teve momentos que realmente achei que não sairia daquela crise/situação. Mas, a resiliência me fortalecia a cada dia, e fui descobrindo que a saída estava comigo. Não estava com o banco, com outras instituições e pessoas. Somente eu seria capaz de tomar a decisão de romper com as amarras que me impediam de avançar. Hoje vejo que falta isso a maioria das pessoas.

De modo geral, a resiliência está associada ao otimismo; ao atribuir um sentido à vida; à empatia (se colocando no lugar do outro para analisar como faria naquela mesma situação); fortalecer o relacionamento familiar; ampliar o círculo de amigos; buscar apoiadores com as competência necessárias para seguir junto em direção ao seu objetivo; desenvolver o equilíbrio.

Estes são temas que tenho trabalhado para palestras: resinificar experiências na perspectiva do crescimento e da realização pessoal e profissional. Assim, contribuirei com muitos que atravessam situações similares sem nenhum auxílio ou troca de experiência capaz de impulsioná-lo, e consequentemente não desistir.

Sejamos resilientes, pois às tempestades sempre passam. E a única certeza é que tudo está em constante mudança.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

“QUANDO NÓS MUDAREMOS ISSO? VIVENDO SOB O MEDO, ATÉ NÃO RESTAR MAIS NADA”

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A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, é mãe e avó. E, por isso, torna-se realmente uma fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narco-quadrilhas”, disse, no início da semana, general Mourão, candidato a vice-presidente na chama de Jair Bolsonaro.

Associar o crime às “mães solteiras” é uma afronta a todas às mulheres, à sociedade brasileira, composta e mantida por elas em diferentes atividades profissionais e domésticas. Me sinto ultrajada, e não aceito desculpas construídas como estratégias de “gestão de crise” para que esqueçamos o que foi dito. É inadmissível!!!

Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por amostra de Domicílio) de 2015 (última realizada), 42% dos domicílios no Brasil são chefiadas por mulheres — a maioria de solteiras. Ou seja, em torno de 30 milhões de famílias têm mulheres como referência, e estima-se que apenas um terço delas tenham um cônjuge ao seu lado.

Criei meu filho sozinha, como auxilio de minha mãe. Portanto, mãe e avó juntas. Isso só nos fortaleceu como família. Meu filho é CEO de uma empresa global, com presença em mais de 40 países. Temos políticas de empoderamento de mulheres (agora também com cursos de barbeiro para homens) através do programa Beleza Solidária, além de uma série de ações junto à entidades como Instituto Chico Mendes, entre outras.

Às mulheres são guerreiras, lutam para sustentar filho e casa, trabalhando duramente. O que leva jovens para o crime é um Estado que não cumpre seu papel com à educação, sempre reduzindo recursos. Somente à Educação é capaz de mudar a história de um país. Na verdade, o Estado pune duplamente os que não têm condições de frequentar à escola: primeiro não estabelecendo políticas públicas capazes de reduzir os índices de evasão. Segundo, quando manda esses jovens para “escolas de crimes”, que são os presídios. Por que não se fala dessas estatísticas? Quantos reincidem no crime porque há muito o sistema prisional não ressocializa, está falido?  Mas, esta é ainda a saída em programas de candidatos às eleições 2018.

Teria muito para refletir, mas prefiro perguntar: “QUANDO NÓS MUDAREMOS ISSO? VIVENDO SOB O MEDO, ATÉ NÃO RESTAR MAIS NADA”. O vídeo de Tina Turner, na sequência, traduz um pouco de nossa impotência diante do cenário politico que vive o Brasil hoje.

 

Tina Turner, que também foi criada pela avó materna, como eu; que também criou seu filho sozinha durante um período, na trilha sonora do filme “Mad Max e a Cúpula do Trovão”. É de mulheres assim, General Mourão, que a vida é feita. De mulheres que sempre vão lutar, resignificar e reconstruir sobre às vicissitudes da vida. Não aceitaremos o retrocesso moral com adoção de regras primitivas. Não abriremos mão da jovem democracia brasileira, ainda frágil certamente, mas com muitos dispostos a defendê-la. Essa não é uma questão do mercado. É uma questão social, política, econômica.

“Será que nossa história brilhará como uma luz? Ou terminará no escuro?”

#EleNão – mulheres na luta por um país que realmente possa avançar em direção ao futuro. Não queremos uma “Cúpula do Trovão” onde os conflitos (sociais) sejam resolvidos em duelos de morte. Queremos uma sociedade onde possamos criar nossos filhos, realizar nossos sonhos e evoluir, como homens e mulheres em busca da liberdade de ser e agir.

 

Inocência Manoel é meu nome. Aqui e no mundo!

TEMPO E DESTINO

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Quanto tempo temos para fazer as mudanças que queremos? Concretizar nossos sonhos? Força para lutar pelo que acreditamos? Tempo não é eterno, e cada vez mais  rápido nos impõe à angustia da escolha.

Este tema vem após o que ocorreu na noite de domingo, 02/09, no Rio Janeiro: incêndio do Museus Nacional. O quinto maior acervo do mundo. Até que ponto não somos conivente com tudo o que está se fazendo com o patrimônio nacional? O que estamos pensando com relação às eleições 2018 que pode melhorar/mudar tal quadro?

A INOAR está às vésperas da Beauty Fair, um dos eventos mais importantes de beleza, mas não há como não comentar o descaso com incêndio no Museu Nacional, que não só transformou em cinzas parte de nossa memória, mas à memória da humanidade. Afinal, a História é universal, embora ocorra nesse ou naquele território.

Cada hora surgem novas informações sobre o que “virou cinza”, mas compartilho essa lista, certamente incompleta, que recebi de um grupo de cientistas, sobre o que tinha no Museu Nacional do RJ:

• A maior coleção de meteoritos do Brasil (Incluindo o famoso Meteorito de Bendengó encontrado em 1784, pesando 5.260kg).
• Minerais e rochas catalogados desde 1790.
• O primeiro vegetal fóssil coletado no país.
• Exemplares da fauna fóssil das eras Mesozoica e Cenozoica.
• Esqueletos completos de espinossauro, dinodontosauro e preguiças-gigantes.
• Luzia, o mais antigo fóssil humano já encontrado nas Américas.
• A maior e mais antiga coleção de arqueologia egípcia da América Latina.
• Afrescos provenientes de Pompéia.
• Artefatos de civilizações ameríndias da era pré-colombiana.
• As únicas múmias indígenas encontradas em território brasileiro.
• 30.000 objetos de cem grupos indígenas de todas as regiões do Brasil.
• Acervo de etnologia africana pertencente a Dom João VI.
• Manto e colar reais de povos do Oceano Pacífico da coleção de Dom Pedro I.
• Além do Palácio em estilo neoclássico residência da família imperial brasileira.

Arte, cultura são nossos maiores patrimônios. Até quando assistiremos o sucateamento da memória nacional enquanto os recursos públicos são alocados (quando não desviados) para interesses do mercado financeiro, especulativo, ou outros na esfera privada?

Há uma música de Pink Floyd que traduz muito o “desprezo” que temos pelo tempo, que no final é quem traça o nosso destino: “Time”. Ela foi animada por Walt Disney com o surrealismo de Salvador Dali. Vale a pena assistir.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos