“QUANDO NÓS MUDAREMOS ISSO? VIVENDO SOB O MEDO, ATÉ NÃO RESTAR MAIS NADA”

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A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, é mãe e avó. E, por isso, torna-se realmente uma fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narco-quadrilhas”, disse, no início da semana, general Mourão, candidato a vice-presidente na chama de Jair Bolsonaro.

Associar o crime às “mães solteiras” é uma afronta a todas às mulheres, à sociedade brasileira, composta e mantida por elas em diferentes atividades profissionais e domésticas. Me sinto ultrajada, e não aceito desculpas construídas como estratégias de “gestão de crise” para que esqueçamos o que foi dito. É inadmissível!!!

Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por amostra de Domicílio) de 2015 (última realizada), 42% dos domicílios no Brasil são chefiadas por mulheres — a maioria de solteiras. Ou seja, em torno de 30 milhões de famílias têm mulheres como referência, e estima-se que apenas um terço delas tenham um cônjuge ao seu lado.

Criei meu filho sozinha, como auxilio de minha mãe. Portanto, mãe e avó juntas. Isso só nos fortaleceu como família. Meu filho é CEO de uma empresa global, com presença em mais de 40 países. Temos políticas de empoderamento de mulheres (agora também com cursos de barbeiro para homens) através do programa Beleza Solidária, além de uma série de ações junto à entidades como Instituto Chico Mendes, entre outras.

Às mulheres são guerreiras, lutam para sustentar filho e casa, trabalhando duramente. O que leva jovens para o crime é um Estado que não cumpre seu papel com à educação, sempre reduzindo recursos. Somente à Educação é capaz de mudar a história de um país. Na verdade, o Estado pune duplamente os que não têm condições de frequentar à escola: primeiro não estabelecendo políticas públicas capazes de reduzir os índices de evasão. Segundo, quando manda esses jovens para “escolas de crimes”, que são os presídios. Por que não se fala dessas estatísticas? Quantos reincidem no crime porque há muito o sistema prisional não ressocializa, está falido?  Mas, esta é ainda a saída em programas de candidatos às eleições 2018.

Teria muito para refletir, mas prefiro perguntar: “QUANDO NÓS MUDAREMOS ISSO? VIVENDO SOB O MEDO, ATÉ NÃO RESTAR MAIS NADA”. O vídeo de Tina Turner, na sequência, traduz um pouco de nossa impotência diante do cenário politico que vive o Brasil hoje.

 

Tina Turner, que também foi criada pela avó materna, como eu; que também criou seu filho sozinha durante um período, na trilha sonora do filme “Mad Max e a Cúpula do Trovão”. É de mulheres assim, General Mourão, que a vida é feita. De mulheres que sempre vão lutar, resignificar e reconstruir sobre às vicissitudes da vida. Não aceitaremos o retrocesso moral com adoção de regras primitivas. Não abriremos mão da jovem democracia brasileira, ainda frágil certamente, mas com muitos dispostos a defendê-la. Essa não é uma questão do mercado. É uma questão social, política, econômica.

“Será que nossa história brilhará como uma luz? Ou terminará no escuro?”

#EleNão – mulheres na luta por um país que realmente possa avançar em direção ao futuro. Não queremos uma “Cúpula do Trovão” onde os conflitos (sociais) sejam resolvidos em duelos de morte. Queremos uma sociedade onde possamos criar nossos filhos, realizar nossos sonhos e evoluir, como homens e mulheres em busca da liberdade de ser e agir.

 

Inocência Manoel é meu nome. Aqui e no mundo!

TEMPO E DESTINO

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Quanto tempo temos para fazer as mudanças que queremos? Concretizar nossos sonhos? Força para lutar pelo que acreditamos? Tempo não é eterno, e cada vez mais  rápido nos impõe à angustia da escolha.

Este tema vem após o que ocorreu na noite de domingo, 02/09, no Rio Janeiro: incêndio do Museus Nacional. O quinto maior acervo do mundo. Até que ponto não somos conivente com tudo o que está se fazendo com o patrimônio nacional? O que estamos pensando com relação às eleições 2018 que pode melhorar/mudar tal quadro?

A INOAR está às vésperas da Beauty Fair, um dos eventos mais importantes de beleza, mas não há como não comentar o descaso com incêndio no Museu Nacional, que não só transformou em cinzas parte de nossa memória, mas à memória da humanidade. Afinal, a História é universal, embora ocorra nesse ou naquele território.

Cada hora surgem novas informações sobre o que “virou cinza”, mas compartilho essa lista, certamente incompleta, que recebi de um grupo de cientistas, sobre o que tinha no Museu Nacional do RJ:

• A maior coleção de meteoritos do Brasil (Incluindo o famoso Meteorito de Bendengó encontrado em 1784, pesando 5.260kg).
• Minerais e rochas catalogados desde 1790.
• O primeiro vegetal fóssil coletado no país.
• Exemplares da fauna fóssil das eras Mesozoica e Cenozoica.
• Esqueletos completos de espinossauro, dinodontosauro e preguiças-gigantes.
• Luzia, o mais antigo fóssil humano já encontrado nas Américas.
• A maior e mais antiga coleção de arqueologia egípcia da América Latina.
• Afrescos provenientes de Pompéia.
• Artefatos de civilizações ameríndias da era pré-colombiana.
• As únicas múmias indígenas encontradas em território brasileiro.
• 30.000 objetos de cem grupos indígenas de todas as regiões do Brasil.
• Acervo de etnologia africana pertencente a Dom João VI.
• Manto e colar reais de povos do Oceano Pacífico da coleção de Dom Pedro I.
• Além do Palácio em estilo neoclássico residência da família imperial brasileira.

Arte, cultura são nossos maiores patrimônios. Até quando assistiremos o sucateamento da memória nacional enquanto os recursos públicos são alocados (quando não desviados) para interesses do mercado financeiro, especulativo, ou outros na esfera privada?

Há uma música de Pink Floyd que traduz muito o “desprezo” que temos pelo tempo, que no final é quem traça o nosso destino: “Time”. Ela foi animada por Walt Disney com o surrealismo de Salvador Dali. Vale a pena assistir.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

“EU ESCOLHO REFLETIR OS TEMPOS E AS SITUAÇÕES NAS QUAIS ME ENCONTRO” – Nina Simone

HOJE

As empresas não são algo acima ou separado do social. Estão inseridas num contexto social, politico e econômico, extremamente complexo, como o brasileiro hoje. Isso faz com que nós, líderes de empresas nacionais, prestemos atenção ao que está se pensando para o futuro do país. Para além de nossos interesses, faz-se necessário garantir que os cidadãos tenham seus direitos assegurados, inclusive o de consumir, pois é do “consumo das famílias” que sobrevivem as economias, os negócios.

Especificamente, quero refletir sobre o que dizem os candidatos à presidência da República sobre incentivos à produção industrial e retomada do crescimento econômico. Tenho assistido alguns debates e entrevistas. Pouco ou quase nada se fala da indústria nacional, ciência e tecnologia, entre outras áreas estratégicas que deveriam estar sendo pensadas para um Brasil afinado com as grandes transformações tecnológicas como internet of things (internet coisas), business agility, big data, machine learning entre outras que estão alternado completamente à comunicação entre pessoas, objetos, processos e dados. Ou seja, como tudo isso afetará à indústria, assim como as redes de comunicação digital vem transformando completamente às relações interpessoais.

Nos debates e entrevistas, o que se vê é a reprodução de uma fala antiga, que nada inova em termos de gestão, de processos e principalmente em ciência e tecnologia para avançarmos rumo a um futuro mais virtuoso, que não somente resgate a esperança, mas efetive mudanças que realmente importam para o Brasil. Propostas que considerem a realidade nacional, e não cópias de modelos estrangeiros, muitos já testados e falidos em muitos países.

Proponho refletirmos sobre o contexto político porque é sobre nosso futuro, nossas vidas e de nossos negócios que recairão os resultados das eleições de 2018. E concordando com o que diz Nina Simone: “Eu escolho refletir os tempos e as situações nas quais me encontro.”

 

Assista  vídeo. São menos de 1 min e as mudanças em nossos comportamentos podem ser eternas. Vale muito, até para entender o papel de cada um no processo político, que é muito além de eleições, embora essa o coloque em evidência.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

ÁCIDO GLIOXÍLICO – MITOS E VERDADES

Há quase uma década a INOAR revolucionou o mercado de cosmética capilar descobrindo que o ácido glioxílico (AG) possui propriedades de alisar à fibra capilar, mantendo a integridade dos cabelos, portanto, sem danos à saúde. Com os primeiros estudos, a ANVISA liberou o AG para função tamponante. Agora caminha para liberação mais ampla, reconhecendo também sua propriedade de alisante capilar, conforme temos pautado, com certa frequência, aqui no Blog. Este é o processo natural, uma vez que o AG já é reconhecido como seguro e eficiente no mundo inteiro, graças ao trabalho pioneiro da INOAR Cosméticos.

Em função da morosidade dos trâmites burocráticos de Agências Reguladoras nacionais, a INOAR exporta todos os seus produtos à base de ácido glioxílico. Em 2014, uma importante emissora de TV veiculou reportagem tendenciosa, demonizando o ácido glioxílico. Mais tarde, os entrevistados de tal matéria, desmentiram à reportagem, evidenciando uma fraude, quiçá para beneficiar à emissora, que à época passava novela no contexto de salão de beleza/produtos para cabelos. Além, é claro, de lucrar com publicidade de grandes marcas concorrentes da Inoar, no mesmo segmento. Desde então criou-se uma mística em torno do ácido glioxílico, gerando desinformação e desconfiança. Por essa razão, posto hoje (até sexta) análises sobre ácidos orgânicos, na perspectiva de contribuir no esclarecimento sobre o uso e benefício do ácido glioxílico.

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VERDADE – O Ácido Glioxílico é um composto orgânico da mesma família do Ácido Acético (vinagre, sim V-I-N-A-G-R-E, igual a este que ingerimos na salada todos os dias). Ácido Glicólico (o mesmo dos consultórios dermatológicos) e Ácido Oxálico (encontrado na natureza em frutas e vegetais)

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VERDADE – O ácido glioxílico é naturalmente produzido por fungos, plantas e bactérias. Como parte vital do equilíbrio do ecossistema, o ácido glioxílico é responsável por garantir o crescimento e reprodução dos organismos.

MITO – “Pranchar o ácido glioxílico sobre o cabelo libera formol”. Mito! A temperatura máxima que uma prancha pode atingir não seria capaz, sequer, de alterar à composição do ácido glioxílico.

MITO – “Ácido glioxílico e formol são a mesma coisa”. Não precisa ser químico para perceber que compostos com nomes diferentes são substâncias distintas. A única coisa que estes compostos têm em comum são às moléculas igualmente pequenas, capazes de penetrar no centro da fibra capilar. No mais, possuem classificação, pH e funções completamente diferentes.

VERDADE – Impactados pelas descobertas e pesquisas da INOAR sobre benefícios de uso do ácido glioxílico, empresas sólidas e tradicionais também lançaram produtos à base de ácido glioxílico.

VERDADE – A INOAR tem voz atuante dentro da ANVISA e luta há quase uma década pela liberação de uso no Brasil para o ácido glioxílico.

VERDADE – A INOAR tem a patente e inscrição de reconhecimento do ácido glioxílico pela COSING – Comissão Européia responsável por reconhecer ingredientes cosméticos, órgão oficial da União Europeia.

Continuamos com os artigos na perspectiva colaborativa. Isto é, estamos abertos para debater e escrever com aqueles profissionais e interessados capazes de ampliar o debate.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

 

Fonte: TAVARES, Letícia. Ácido Glioxílico – Mitos e Verdades. 2018. Artigo não publicado.

 

 

“A ÚNICA EVOLUÇÃO POSSÍVEL PARA O SER HUMANO É A EVOLUÇÃO ÉTICA. O RESTO É ACUMULAR BENS.”

INOCENCIA E NETO

À linha THERMOLISS está sendo aclamada aqui na COSMOPROF Las Vegas. Um tratamento vegano, algo revolucionário. Há um reconhecimento da INOAR enquanto empresa criativa e inovadora. Tal reconhecimento e honras nos enche de orgulho. Como dar perenidade a tudo isso, ao que construímos, ao que estamos vivendo? Deixando um legado às futuras gerações. Daí que dedico todo meu sucesso, o sucesso da INOAR Cosméticos ao meu Neto.

Para ele, que amo tanto, que está começando a vida, tem menos de 1 aninho, deixo o legado de um espírito de empreendedora, guerreira, com uma fé inquebrantável para realizar projetos, que enfrentou (e ainda enfrenta) todo tipo de desafios para fazer valer os direitos dos que criam e inovam. Batalha difícil num país onde não há incentivos à indústria nacional, e muitas vezes instituições públicas junto com privadas e associações, favorecem grandes conglomerados estrangeiros porque estes fazem maior investimento em mídia televisiva.

Nossa luta é pela ética nas relações comerciais. Ética que quero deixar como legado ao meu neto. E a diferença entre herança e legado é que a primeira se caracterizada por bens materiais, que quanto mais se usa mais se gasta. O legado é imaterial, associado aos ideais, aos princípios éticos e morais. O legado é perene, é imortal. Quanto mais se usa mais aumenta, e maior sua capacidade de influenciar e mudar o mundo.

Olhando para o futuro, para daqui 20, 30 anos, tenho certeza que meu neto, reconhecendo nossa batalha, lutará por uma sociedade mais estruturada quanto aos valores morais e éticos, não sucumbindo somente aos materiais. Uma sociedade que compreenda o papel dos antepassados, dos pioneiros, para chegarmos até aqui, e a importância de legados perenes para que gerações futuras continuem fazendo o caminho da evolução.

E como diz o escritor português José Saramago “A única evolução possível para o ser humano é a evolução ética. O resto é acumular bens.” Ou, como diz em Timóteo 10:7 “A memória deixada pelos justos será uma benção, mas o nome dos ímpios apodrecerá.”

A música que segue (link abaixo) traduza uma parte do imenso amor com que deixo tal legado:  https://youtu.be/EOVp4tb5Fn0

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos