ÁCIDO GLIOXÍLICO, REGISTRO DE PATENTE E ÉTICA CIENTÍFICA

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imagem: eticaecidadaniablogspot

 

Quando insisto em debater a questão do ácido glioxílico, patenteamento e mesmo a responsabilidade ética de pesquisadores quanto a geração de dados, estou pautando questões que devem ser discutidas com maior transparência, num grupo interdisciplinar, capaz de analisar e gerar inteligência de informação sobre tais aspectos. O mundo, e o Brasil, vive um momento de busca de transparência, tanto dos governos como das instituições. Nesse contexto, também queremos debater as questões que afetam o dia-dia de quem produz.

A estimativa para o mercado global no segmento de cuidados pessoais e embalagens é de US$37.25 bilhões até 2022, segundo Grand View Research, Inc.[i] A questão do ácido glioxílico, por exemplo, não envolve somente à indústria cosmética, mas também os agroquímicos, farmacêuticos, aromas, polímeros e outros. Segundo o relatório do Instituto de Pesquisa citado acima, “ O mercado global é impulsionado pelo aumento da demanda nessas indústrias de uso final.” Portanto, quantas indústrias beneficiará a regulamentação e o ordenamento no uso do ácido glioxílico? Veja abaixo os segmentos que utilizam tal insumo:

SEGMENTOS DA INDÚSTRIA

O setor de cuidados pessoais, alimentos e bebidas estão impulsionando de forma proeminente a demanda do mercado global, conforme o mesmo relatório. “A demanda crescente de produtos de tratamento capilar, como produtos de alisamento, xampus, condicionadores, loções e cremes para cabelo, deve impulsionar a demanda na indústria de cuidados pessoais.

SEGMENTOS DE CUIDADOS PESSOAIS

Os dados de tamanho do mercado da empresa TechSci Research.com[ii] mostram que a região da Ásia-Pacífico é a maior em termos de consumo e produção de ácido glioxílico. “A China está dirigindo especificamente à produção e o consumo de ácido glioxílico […] seguida pela América do Norte e Europa em termos de consumo.

SEGMENTOS TAMANHO DO MERCADO

E tal tendência de aumento de demanda, deve-se também ao envelhecimento populacional e aumento da longevidade. Todos querem ficar saudáveis e belos enquanto viverem. Mas, o que se faz com tal informação? Não há dados consolidados do mercado brasileiro quanto ao cenário atual, quais as variáveis afetam e influenciam o mercado, tamanho, potencial de crescimento (valor e volume), avanço tecnológico, fatores macroeconômicos e de governança. Sem estas informações seguimos tateando oportunidades com enormes riscos, principalmente considerando o atraso na questão de registro de patentes no Brasil. O tempo de deferimento pode chegar a 12 anos[iii]. É um setor bastante atrasado. Altas burocracias fazem com que empresas fiquem na expectativa e com risco total de inventos/inovações aqui produzidos serem copiados.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), houve crescimento no número de patentes concedidas em 2017. Foram deferidos 6.250 pedidos pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). Sendo que a maioria das “solicitações vieram de 84 países e entre os 10 países que mais depositaram pedidos de patentes de invenção, estão: Estados Unidos (31%), Brasil (21%), Alemanha (7%), Japão (7%), França (5%), Suíça (4%), Holanda, China e Reino Unido (3% cada) e Itália (2%).

Outro ponto, que também quero aprofundar durante a semana, é à ética científica. As universidades não são uma ilha em contextos de competitividade e sobrevivência de setores num mundo em rápida e constante transformação. Há uma pressão sobre pesquisadores para produção contínua de artigos por que tal fato melhora a posição de universidades nos Rankings de avaliação, e consequentemente atraem mais verbas para continuarem pesquisando. A concorrência entre cientistas, ou Centros de Pesquisa privados e/ou públicos não pode ultrapassar os limites da ética. Assim como é exigido de qualquer estudante que cite a fonte quando escreve um artigo, monografia, tese, é também uma postura íntegra dos pesquisadores citarem as fontes de financiamentos.

Aprofundarei na sequência. São apenas alguns dados para iniciar o debate, coletados em excelentes relatórios (Fior Market[iv] e outros citados), porém com preços altos e muitos deles inacessíveis a maioria das pequenas e médias indústrias/empresas de cosméticos do Brasil.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

 

[i] Grand View Research, Inc

[i] www.techsciresearch.com/report/global-hair-straightener-market

[iii] http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/12/dificuldade-para-conseguir-patente-no-brasil-causa-prejuizos.html

[iv] www.fiormarkets.com

 

INOAR OBTEVE CERTIFICAÇÃO HALAL (permissão islâmica) EM 2016, PELA LICITUDE E PUREZA DE SEUS PRODUTOS

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A Escova Progressiva à base de ácido glioxílico nos abriu espaço nos mais exigentes mercados cosméticos do mundo, principalmente nos aspectos regulatórios, após demostrada sua eficácia em 2009 na COSMOPROF em Las Vegas e na Hair Brasil, no mesmo ano, com o lançamento do “ARGAN OIL SYSTEM.”

Para entrar no mercado africano não foi diferente. Em torno de 250 milhões de africanos professam o Islamismo como religião, com maior concentração do Norte, mas também com presença massiva na África subsaariana. O Islão como força política, social e religiosa é muito forte em países como Senegal, Mali e a Somália. Estima-se que 22,7% da população mundial seja de islâmicos.

Quando o objetivo é expandir mercados, a primeira coisa é conhecer a cultura dos povos que vivem naqueles países. Um dos aspectos a ser considerado nessa ação na África foi à influência da religião. É do conhecimento de todos que no Islamismo às mulheres cobrem a cabeça, portanto, os cabelos, com os véus, também conhecidos como hijab (muito usado na Arábia Saudita, Iêmen, Omã e nos Emirados Árabes Unidos, cobrindo o rosto e o pescoço, com apenas uma abertura diante dos olhos) e o niqab (mais comum no Ocidente, cobre a cabeça e o pescoço, deixando o rosto livre. Hijabs existem nas mais variadas cores e estampas). Não vou entrar no mérito da questão do véu. Acredito que a decisão de uso ou não deve ser única e exclusivamente das mulheres.

Os muçulmanos têm um código de conduta chamado Halal[i], que designa qualquer objeto ou ação que é permitido usar ou se envolver, de acordo com a lei islâmica. É o oposto de haraam. Halal é o permitido, legal e de acordo com as jurisprudências islâmicas. Desta forma pode ser consumido, incluindo os segmentos farmacêuticos, cosméticos, ou até mesmo serviços de turismo e financeiros.

Ter um selo de garantia “Halal” é um símbolo de qualidade, observância precisa, saúde e preservação dos recursos naturais. Ou seja, para INOAR colocar os produtos para mulheres/mercado consumidor muçulmano teve que ser certificada nos parâmetros do Halal. Para tanto, contratamos uma Consultoria especializada em diagnóstico capilar. Tal estudo tinha por objetivo medir à resistência mecânica (RM) e à entrada de água em fibras capilares alisadas com o ácido glioxílico. O produto INOAR utilizado no teste foi o Brazilian Afro Keratin.

O estudo diagnóstico é bastante preciso e rico em detalhes gráficos. Aqui mostrarei o que interessava ao mercado consumidor muçulmano. O questionamento era se o fio seria ou não encapsulado pós aplicação do produto, impedindo à entrada de água. Objetivamente queriam saber se os produtos da INOAR que continham o ácido glioxílico permitiriam que a água penetrasse no fio para limpá-lo. Isso porque para o Islão a limpeza dos cabelos deve ser profunda.

A figura abaixo mostra que a aplicação do ácido glioxílico mantém a estrutura do fio num padrão muito semelhante às mechas de fios virgens usados nos testes.

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Resumindo, o laudo técnico apresentou, em agosto de 2016, o seguinte resultado (grifos da especialista):

“A entrada de água nas mechas alisadas com o ácido glioxílico (Brazilian Afro Keratin – INOAR) se assemelha muito à entrada de água nas mechas virgens. Essa entrada de água corresponde a aproximadamente 3%. Assim, após o tratamento com o Brazilian Afro Keratin – INOAR a água continua penetrando no córtex capilar.

Comparativamente, nas mechas alisadas com formaldeído, não há penetração de água no córtex devido à formação de um filme polimérico de poliacetal. Pode-se observar que nas mechas molhadas houve decréscimo da deformação específica, confirmando a presença do filme hidrofóbico de poliacetal na matriz da fibra.

Quando comparados com o padrão molhado virgem a molhabilidade das mechas alisadas com o ácido glioxílico (Brazilian Afro Keratin – INOAR) é 7% menor e com o formaldeído é 25% menor, considerando a barra de erro superior (máxima molhabilidade).

As propriedades de resistência mecânica de tensão de ruptura e maleabilidade são semelhantes ao padrão virgem no alisamento com o ácido glioxílico (Brazilian Afro Keratin – INOAR).”

Esse aspecto de resistência mecânica do fio também pode ser melhor observado no gráfico que segue:

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Ou seja, a ruptura da fibra do cabelo, bem como sua deformação reagem conforme o grau de hidratação, ou segundo o diagnóstico:

“A fibra alisada com formaldeído adquire muitas das propriedades do poliacetal. Entre elas a maior dureza e resistência à umidade. A fibra capilar faz trocas de umidade constantes com o ambiente. A perda dessa propriedade faz que a fibra se resseque muito e quebre com o tempo devido à sua maior dureza e menor tenacidade. A consequência é uma fibra extremamente seca, quebradiça e com pouca possibilidade de interação com produtos de tratamento devido ao polímero estável formado em seu interior.

A ação do ácido glioxílico é de quebra da cistina, porém não há formação de filme. As propriedades mecânicas de tensão, de ruptura e maleabilidade são muito próximas aos padrões virgens. A penetração de água como foi observado é também semelhante ao padrão virgem.”

Compartilhei o resultado deste diagnóstico, contratado pela INOAR, primeiro para demostrar o quanto investimos em pesquisa e desenvolvimento, elaborando protocolos precisos para diferentes aplicações de nossos produtos. No caso da cosmética capilar, protocolos para alisar, reduzir volume, soltar cachos, entre outras, dependendo do resultado pretendido para cada tipo de cabelo. Segundo, por que foi amplamente divulgado na imprensa local (link ao final do artigo). Terceiro, porque é público. Foi divulgado no site da FAPESP e UNESP assim que a Comunidade Muçulmana (portanto, não somente para África) aprovou o uso dos produtos INOAR, reconhecendo que os mesmos atendiam às exigências do Halal.

Grandes e exigentes mercados consumidores como americanos e europeus, mercados com exigências rigorosas por condutas religiosas, reconhecem o benefício dos produtos INOAR com ácido glioxílico. Daí nossa expectativa quanto à regulamentação pela ANVISA no uso desse ingrediente que revolucionou à cosmética capilar, e que beneficiará em muito à indústria nacional, de diferentes portes, além de reconhecer o pioneirismo em pesquisa e tecnologia de ponta, desenvolvida por uma empresa brasileira, à INOAR Cosméticos, sempre na perspectiva de inovação tecnológica, satisfação e bem-estar das pessoas.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

 

Fontes:

LONGO, Valéria; LONGO, Elsom; OLIVEIRA, Ana Lúcia de. Estudo da permeação de água em cabelos tratados com formaldeído e ácido glioxílico – Inoar_KA_001-16. KATLÉIA – Centro Avançado de Diagnóstico Capilar. Agosto 2016. São Paulo/SP (não publicado)

http://cdmf.org.br/2017/05/29/uso-do-acido-glioxilico-foi-liberado-na-comunidade-muculmana/.

https://www2.unesp.br/portal#!/noticia/27425/uso-de-acido-glioxilico-e-liberado-na-comunidade-muculmana

http://www.w24.co.za/Beauty/Hairstyles/there-might-be-feathers-placenta-egg-yolk-and-even-blood-in-your-shampoo-20170515

 

[i] “A natureza da essência do Halal é na realidade a natureza para a qual o ser humano foi criado, e nela se encontra a pacificação que o coração humano busca intuitivamente. Todos nós, não importando nossa visão da vida ou cultura a que pertencemos, possuímos uma intuitiva compreensão de que a pureza em todas as suas manifestações está em harmonia com o bem-estar, a paz de espírito e as coisas mais sublimes da vida. Identificamos intuitivamente o bem real na verdade, na pureza dos sentimentos, no equilíbrio, na virtude diante das dificuldades e em todos os valores éticos e morais que superam o egoísmo, o orgulho, a malícia e a bestialidade. E esta natureza é essência do Halal que o Islam manifesta através do que Deus decretou como lícito, para a felicidade do homem em sua trajetória no mundo.” (http://arresala.org.br/biblioteca/a-correta-distincao-entre-o-halal-e-o-haram)

 

 

 

GANHAMOS OU PERDEMOS?

EVOLUÇÃO HOMEM MAQUINA
montagem de duas imagens disponíveis na web

Se considerarmos o humano, ou homo sapiens (homem sábio, em latim), espécie animal de primata bípede, que teria surgido na África há cerca de 200 mil anos, segundo a ciência (segundo as religiões as datas são outras, porque não dependem de provas e testes, mas de crença e fé) evoluímos. A questão é para onde caminhamos? A Terra teria em torno de 4,5 bilhões de anos. Ou seja, fomos os últimos a chegar. Dizem alguns que no processo de formação do Planeta Terra até a chegada do homem fosse colocada no tempo de 24:00 horas, o humano entrou às 23:59:45 segundos. Ou seja, 15 segundo antes da meia noite.

A chamada 4ª Revolução Industrial (1ª substituição da produção manual pela mecanizada; 2ª eletricidade; 3ª telecomunicações) faz da robótica e da cibernética os protagonistas do processo produtivo, tanto na indústria, como no setor financeiro e nos agronegócios. As tecnologias têm contribuído muito no aumento da produção, e consequentemente no aumento do consumo. Neste, a produção de alimentos, por exemplo, cada vez mais industrializados, afeta os jovens em todo mundo, inclusive pela ausência de exercícios físicos e constante uso de computadores e celulares. Nos EUA pesquisas mostram que 19% deles estão obesos, sem falar nos 40% de adultos na mesma condição.

Culpar o Smartphone, onde a maioria passa boa parte do dia “consumindo” todo tipo de produto, não é justo. As tecnologias Smartphone revolucionaram à comunicação. Mas, com certeza as relações mediadas pelas máquinas têm nos afastado do mundo real. Ficar muito tempo nesse mundo abstrato, artificial (ou real?) não diminui ainda mais nossa capacidade de relacionamento? Deixaria alguém que quisesse falar com você na sua frente esperando horas? Certamente que não. Mas, deixamos alguém chamando, mandando mensagens, insistindo que quer falar, se estivermos em algum aplicativo de relacionamento no celular.

As novas tecnologias de comunicação, novas por que têm menos de 30 anos, nada no tempo histórico, trouxeram muitos ganhos, mas também estamos perdendo muito. Tenho receio que não consigamos nos adaptar à velocidade das mudanças que às tecnologias de informação e comunicação estão causando, e que de fato têm alterado comportamentos, positiva e/ou negativamente. Alguns hábitos estão mudando de forma dramática, profunda e tão rápida que rompem laços que nos unem enquanto seres, criando também o caos. Haja vista as polarizações em debates nas redes sociais,  à intolerância aos que pensam e/ou são diferentes, o desrespeito aos valores que conseguimos enquanto sociedade em evolução. Isto para dizer o mínimo.

E a desumanização no trabalho? Há significativa redução no número de empregos formais. Sobretudo, no Brasil, tal processo está acelerado. Os bancos, por exemplo, se o cliente não se adapta ao uso de internet banking, ou mesmo caixa eletrônico, enfrentará sempre às filas devido à redução no quadro funcional. E os empregados/funcionários que permanecem tem que aprender sobre tecnologias. Isso é positivo à medida que força as pessoas a ampliarem seus conhecimentos, e consequentemente seu campo de atuação.

No meio de um cenário de mudanças rápidas e aceleradas, não podemos esquecer o humano, os sentimentos das pessoas, as diferentes identidades, a gentileza. Tenho observado a “frieza” crescente nos corredores de prédios comerciais, onde pessoas não se cumprimentam mesmo circulando na mesma área todos os dias. Os elevadores são quase geladeiras. Mas, isso também ocorre nos espaços mais próximos, nas  casas e famílias.

Questionamos um mundo que se desumaniza, mas não questionamos nossas atitudes desumanas, atomatas, fazendo e repetindo ações que, na maioria das vezes, não são definidas por nós. Precisamos refletir sobre isto, sobre os impactos de tecnologias nas relações humanas. Os debates, quando ocorrem, são em grandes eventos de grandes empresas de tecnologia, ou em Centros acadêmicos. A maior parte da população está fora de tal reflexão. Entretanto, o impacto das transformações tecnológicas nas relações humanas é exponencial, irreversível.

Este post é uma primeira aproximação com o tema. Tudo em construção. Há muito que ler e aprender. Mas, quis compartilhar tal reflexão.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

 

INOAR promove o 5º Congresso Cabelo & Ciência sob o tema Afro-Empreendedorismo

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O Brasil é considerado o maior laboratório de estudo de cabelos do mundo devido à diversidade étnica. São inúmeras combinações de texturas, encaracolados e formas naturais. Desse modo, é crescente a necessidade de conhecimento da estrutura capilar resultante de diversos tratamentos químicos, com diferentes especificidades, na perspectiva de resultados cosméticos exitosos. Neste 5º Congresso (detalhes ao final do artigo) também apresentaremos o lançamento para exportação: o Shampoo Vegano Thermoliss, para uso profissional, que se destaca por ser um aliado na transição capilar, valorizando os cachos ou para múltiplos protocolos de uso, do cacheado ao liso,

A INOAR é pioneira no Brasil no uso do ácido glioxílico como alisante. Com grandes investimentos em pesquisa, desenvolvemos protocolos para diferentes aplicações como alisar, ondular, reduzir volume, soltar cachos, fazer o chamado permanente afro, definir, relaxar e a “escova progressiva”.

A transformação capilar à base de ácido glioxílico da INOAR é um produto de ampla aceitação nos mercados mundiais. Por que no Brasil há resistências em aprovar à inclusão do ácido glioxílico como ingrediente de função alisante pelos órgãos de Regulação e/ou Entidades de Classe?

Nesta semana a INOAR publicou um Manifesto sobre ácido glioxílico, que há muito vem sendo usado no mundo, e ainda é proibido no Brasil. Certamente que há interesses mercadológicos nesse processo envolvendo grupos de pressão/lobistas que impedem sua liberação. E como dissemos no referido Manifesto, à ANVISA não tem mais impedimentos, inclusive pela vasta pesquisa da área técnica da INOAR, com estudos e certificações diversas que vem tentando quebrar essa barreira.

A indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosmético só tem crescido no Brasil, ficando bem posicionada entre os três maiores mercados consumidores do mundo. Em que pese o papel desempenhado por grandes empresas, é das pequenas e médias os melhores resultados em geração de renda e ocupação, apesar destas continuarem tendo dificuldade de acesso ao credito, financiamentos, capital de giro e inovação tecnológica. Neste item, inovação tecnológica, à INOAR sempre esteve na vanguarda.

Então, quando promovemos um evento como o 5º Congresso sobre Afro-Empreendedorismo é porque de fato estamos comprometidos, em atender as demandas de beleza, estética e saúde dos cabelos, da grande maioria dos brasileiros, onde majoritariamente às mulheres têm cabelos cacheados.

Compartilho com vocês uma reflexão, nesse momento onde os brasileiros estão mais animados com os resultados da Seleção na Copa do Mundo: até quando à indústria nacional, que investe, emprega, gera renda, divisas será colocada “de joelhos” para grandes conglomerados multinacionais? Até quando desrespeitaremos nossa criatividade, conhecimento e capacidade de superação, resultado da miscigenação étnico-cultural, legado de nossos antepassados, imigrantes ou não, capaz de gerar produtos de alta performance para o mundo inteiro? Até quando nossa biodiversidade será explorada sem que nós brasileiros possamos fazer uso prioritário do que nossa terra produz? Onde está nosso espírito de brasilidade?

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

 

5º CONGRESSO AFRO-EMPREENDEDORISMO

O evento, direcionado para profissionais do setor (farmacêuticos, cabeleireiros), acontecerá no dia 25 de junho, das 13h às 17h, no Estanplaza Paulista. Os participantes receberão certificado ao final do congresso.

Dia 25 de Junho de 2018,  13h às 17h.

Local: Estanplaza Paulista (Alameda Jaú, 497 – Cerqueira César, São Paulo)

http://www.inoar.com | (11) 4135-4555

 

Agenda

13:00  Credenciamento e Composição da mesa solene

13:30  Abertura

13:40 – 14:00 Palestra “O Poder do afroempreendedorismo e o afroconsumo” – Adriana Barbosa

14:10-14:30  Palestra “Cabelo afro. A força está nos cachos – Dra. Valéria Longo – Universidade Federal de São Carlos

14:45-15:15  Coffee Break

15:15-16:15  Painel Representatividade com Alberto Silva – ONG Florescer; Maiara Barreto – Farmacêutica e atleta de natação paraolímpica; Aline Silva – Atleta olímpica; e Wally Custódio – Hair Stylist

16:45 – 17h   Encerramento

 

 

 

 

MANIFESTO DA INOAR

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            Com referência às Consultas Públicas 323/2017 e 325/2017 e à Reunião de Diálogo Setorial promovida pela ANVISA a respeito dessas Consultas, no último dia 14, a INOAR Cosméticos reitera sua posição de expectativa em relação à Regulamentação pela ANVISA para uso do ÁCIDO GLIOXÍLICO na transformação capilar, de acordo com estudos já apresentados, independentemente dos ajustes necessários, especialmente quanto ao índice de PH.

             Ao longo da última década de pesquisa e desenvolvimento, pioneira no Brasil no uso do Ácido Glioxílico como Alisante, a INOAR desenvolveu os protocolos para diferentes aplicações como alisar, ondular, reduzir volume, soltar cachos, fazer o chamado permanente afro, definir, relaxar e a tão famosa Escova Progressiva.

         Conforme muito bem demonstrado nas manifestações das referidas consultas públicas, a inclusão do Ácido Glioxílico como ingrediente de função Alisante pela ANVISA representará um avanço para o segmento, pois, como a INOAR, há inúmeras empresas no Brasil preparadas e aptas a produzir e abastecer os mercados com produto de qualidade aprimorada aos consumidores. Entendemos que não há mais razão para procrastinar uma decisão que favorece o segmento como um todo, gerando emprego, renda e ocupação a partir da publicação da Instrução Normativa tratada no Diálogo Setorial.

            Não é justo que empresas como a INOAR, que desenvolveu à tecnologia para uso do Ácido com PH acima de 2,0, fique prejudicada, uma vez que prolonga a decisão por parte da ANVISA.

            Declaramos que não há nenhum impeditivo de nossa parte em estabelecer o teor de PH inferior, desde que o produto seja prontamente incluído nos ítens autorizados pelo Brasil.

            Hoje a Transformação Capilar à base de Ácido Glioxílico da INOAR é um produto de ampla aceitação, presente nos mercados da Europa, Américas, Oriente Médio, África do Sul e Ásia. Muito em breve o Brasil também se beneficiará de tal tecnologia cosmética.

            Estamos certos de que nossas pesquisas de vanguarda permitem oferecer o que há de mais moderno no uso de Ácido Glioxílico em modelagem capilar, com qualidade e segurança.

         A INOAR espera da ABC (Associação Brasileira de Cosméticos) e da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumes e Cosméticos) uma manifestação favorável para à Regulamentação pela ANVISA, independentemente do teor de ajuste de PH e/ou outras especificações que não impactem na finalidade precípua do insumo.

Inocência Manoel – Fundadora da INOAR Cosméticos

 

 

Plataforma Agenda 2030

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A Agenda 2030 e os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) afirmam que para pôr o mundo em um caminho sustentável é urgentemente e necessário tomar medidas ousadas e transformadoras.

Os ODS constituem uma ambiciosa lista de tarefas para todas as pessoas, em todas as partes do mundo, a serem cumpridas até 2030. Se cumprirmos suas metas, seremos a primeira geração a erradicar à pobreza extrema, poupando as gerações futuras dos piores efeitos adversos da mudança do clima.

A Plataforma Agenda 2030 é um convite para embarcarmos nessa jornada coletiva – sem deixar ninguém para trás. Incluindo todos num círculo virtuoso jamais visto anteriormente.

Você conhece tal projeto? Na sequencia um vídeo, menos 3′, resumindo à Plataforma. Vale muito conhecer. Afinal, o futuro está sendo construído no agora. E nós todos temos responsabilidade sobre ele.

 

RESGATAR A ESPERANÇA

Le Monde - Blog
Capa da edição 128

Temos que abandonar a fronteira do medo, da dúvida e colocar esperança no que fazemos. Muitas coisas independem de nossas escolhas, mas muitas de nossas ações podem contribuir para mudança.

Gostaria de estar focada mais para tendências de beleza, segmento que atuo enquanto empresária. Mas, confesso, não tenho conseguido desligar do contexto sócio-político do país. O crescimento do discurso de ódio, a ausência de expectativa dos muitos jovens, os indicadores de depressão e suicídio, devem ser uma preocupação da sociedade, e não uma linha divisória entre essa ou aquela ideologia.  Neste caso, chamo a atenção do Partidos, que têm responsabilidade sobre fazer da política um espaço para debate das questões públicas, das questões que envolvem todos nós, das questões que convergem para inclusão, crescimento e desenvolvimento.

Fico pensando se temos uma pauta que nos unifica enquanto nação. Não a nação do “faz de conta”, do “jeitinho brasileiro”, “do futebol e carnaval”, entre outras que integram o imaginário social. Mas, de um projeto de Nação que há muito sociedade, europeias, por exemplo, vem tentando avançar. Ou seja, uma sociedade realmente democrática e cidadã, com liberdade de escolha e expressão, transparência pública, geração de renda e ocupação, saúde, moradia e educação como essências à vida, entre outras tantas, difíceis enumerar aqui.

Complicado continuar pensando que somente às eleições, os partidos, o Estado pode mudar os rumos da história. Antes de todos citado, existe o Eu, que pode transformar o cotidiano com fé, esperança e caridade. Depois vem o Nós, que são as ações somadas, randomizadas e exponenciais devido à comunicação em rede sociais digitais, que está revolucionando o mundo.

Não tenho grandes propostas, não tenho grandes conclusões. Apenas levanto tal questão para refletirmos na possibilidade de convergir os interesses consensuais. Ou seja, buscar avançar sobre o que é consenso. Do contrário, continuaremos patinando sobre projetos desvinculados da realidade brasileira. Qual nosso projeto para o futuro? Com certeza não é de um Brasil Colonial, que exportava matéria prima e comprava manufaturado. Guardadas as proporções, foi isso que aconteceu recentemente com a política de preços de combustíveis: vendeu-se petróleo bruto para comprar refinado. Isso porque as refinarias brasileiras reduziram em 30% a capacidade de produção, geraram desemprego e queda no refino. Somados à alta do barril de petróleo e do dólar, desencadeou a greve dos caminhoneiros, que sem entrar no mérito das reivindicações, terá consequência a longo prazo. Poderia citar outros fatos como a soja exportada para China que retorna como ração para animais.

Concluindo, precisamos pensar no nosso projeto como Nação, onde questões mínimas como gentileza, respeito as diferenças (de credo, etnias, gênero, estilo de vida, opinião politica, etc.) e solidariedade sejam virtudes cultivadas no dia-a-dia, ao invés de armas para guerras digitais que contaminam o todo. Temos muito que avançar antes de perder batalhas para desesperança, fake news, discurso de ódio, insegurança… isso não beneficia ninguém, além de nos atrasar muito em um mundo que se move à velocidade da Luz.

O Brasil tem que agregar valor ao que produz e vender para o mundo. Temos tudo aqui. Tem que investir na indústria nacional, em todos os segmentos de produção, e não somente no setor agrário-exportador. Do contrário estamos fazendo o caminho de volta. Daí que usei a foto do Le Monde Diplomatique (veja imagem e tire suas próprias conclusões) para ilustrar tal post. Desde que li a matéria em março, pensei em como mudarmos tal imagem do Brasil lá fora. Ou, até quando teremos governantes que se colocam de joelhos para regras internacionais, desrespeitando uma riqueza de miscigenação étnico-cultural milenares que aqui se reuniram para realizarem seus sonhos? Desta mistura nasceu o brasileiro. Esta é nossa identidade e como ela teremos que construir novas possibilidades. Este é o legado de nossos antepassados: enfrentar as batalhas colocando esperança naquilo que fazemos.

 

Inocência Manoel – Co-Fundadora INOAR Cosméticos