INOAR OBTEVE CERTIFICAÇÃO HALAL (permissão islâmica) EM 2016, PELA LICITUDE E PUREZA DE SEUS PRODUTOS

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A Escova Progressiva à base de ácido glioxílico nos abriu espaço nos mais exigentes mercados cosméticos do mundo, principalmente nos aspectos regulatórios, após demostrada sua eficácia em 2009 na COSMOPROF em Las Vegas e na Hair Brasil, no mesmo ano, com o lançamento do “ARGAN OIL SYSTEM.”

Para entrar no mercado africano não foi diferente. Em torno de 250 milhões de africanos professam o Islamismo como religião, com maior concentração do Norte, mas também com presença massiva na África subsaariana. O Islão como força política, social e religiosa é muito forte em países como Senegal, Mali e a Somália. Estima-se que 22,7% da população mundial seja de islâmicos.

Quando o objetivo é expandir mercados, a primeira coisa é conhecer a cultura dos povos que vivem naqueles países. Um dos aspectos a ser considerado nessa ação na África foi à influência da religião. É do conhecimento de todos que no Islamismo às mulheres cobrem a cabeça, portanto, os cabelos, com os véus, também conhecidos como hijab (muito usado na Arábia Saudita, Iêmen, Omã e nos Emirados Árabes Unidos, cobrindo o rosto e o pescoço, com apenas uma abertura diante dos olhos) e o niqab (mais comum no Ocidente, cobre a cabeça e o pescoço, deixando o rosto livre. Hijabs existem nas mais variadas cores e estampas). Não vou entrar no mérito da questão do véu. Acredito que a decisão de uso ou não deve ser única e exclusivamente das mulheres.

Os muçulmanos têm um código de conduta chamado Halal[i], que designa qualquer objeto ou ação que é permitido usar ou se envolver, de acordo com a lei islâmica. É o oposto de haraam. Halal é o permitido, legal e de acordo com as jurisprudências islâmicas. Desta forma pode ser consumido, incluindo os segmentos farmacêuticos, cosméticos, ou até mesmo serviços de turismo e financeiros.

Ter um selo de garantia “Halal” é um símbolo de qualidade, observância precisa, saúde e preservação dos recursos naturais. Ou seja, para INOAR colocar os produtos para mulheres/mercado consumidor muçulmano teve que ser certificada nos parâmetros do Halal. Para tanto, contratamos uma Consultoria especializada em diagnóstico capilar. Tal estudo tinha por objetivo medir à resistência mecânica (RM) e à entrada de água em fibras capilares alisadas com o ácido glioxílico. O produto INOAR utilizado no teste foi o Brazilian Afro Keratin.

O estudo diagnóstico é bastante preciso e rico em detalhes gráficos. Aqui mostrarei o que interessava ao mercado consumidor muçulmano. O questionamento era se o fio seria ou não encapsulado pós aplicação do produto, impedindo à entrada de água. Objetivamente queriam saber se os produtos da INOAR que continham o ácido glioxílico permitiriam que a água penetrasse no fio para limpá-lo. Isso porque para o Islão a limpeza dos cabelos deve ser profunda.

A figura abaixo mostra que a aplicação do ácido glioxílico mantém a estrutura do fio num padrão muito semelhante às mechas de fios virgens usados nos testes.

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Resumindo, o laudo técnico apresentou, em agosto de 2016, o seguinte resultado (grifos da especialista):

“A entrada de água nas mechas alisadas com o ácido glioxílico (Brazilian Afro Keratin – INOAR) se assemelha muito à entrada de água nas mechas virgens. Essa entrada de água corresponde a aproximadamente 3%. Assim, após o tratamento com o Brazilian Afro Keratin – INOAR a água continua penetrando no córtex capilar.

Comparativamente, nas mechas alisadas com formaldeído, não há penetração de água no córtex devido à formação de um filme polimérico de poliacetal. Pode-se observar que nas mechas molhadas houve decréscimo da deformação específica, confirmando a presença do filme hidrofóbico de poliacetal na matriz da fibra.

Quando comparados com o padrão molhado virgem a molhabilidade das mechas alisadas com o ácido glioxílico (Brazilian Afro Keratin – INOAR) é 7% menor e com o formaldeído é 25% menor, considerando a barra de erro superior (máxima molhabilidade).

As propriedades de resistência mecânica de tensão de ruptura e maleabilidade são semelhantes ao padrão virgem no alisamento com o ácido glioxílico (Brazilian Afro Keratin – INOAR).”

Esse aspecto de resistência mecânica do fio também pode ser melhor observado no gráfico que segue:

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Ou seja, a ruptura da fibra do cabelo, bem como sua deformação reagem conforme o grau de hidratação, ou segundo o diagnóstico:

“A fibra alisada com formaldeído adquire muitas das propriedades do poliacetal. Entre elas a maior dureza e resistência à umidade. A fibra capilar faz trocas de umidade constantes com o ambiente. A perda dessa propriedade faz que a fibra se resseque muito e quebre com o tempo devido à sua maior dureza e menor tenacidade. A consequência é uma fibra extremamente seca, quebradiça e com pouca possibilidade de interação com produtos de tratamento devido ao polímero estável formado em seu interior.

A ação do ácido glioxílico é de quebra da cistina, porém não há formação de filme. As propriedades mecânicas de tensão, de ruptura e maleabilidade são muito próximas aos padrões virgens. A penetração de água como foi observado é também semelhante ao padrão virgem.”

Compartilhei o resultado deste diagnóstico, contratado pela INOAR, primeiro para demostrar o quanto investimos em pesquisa e desenvolvimento, elaborando protocolos precisos para diferentes aplicações de nossos produtos. No caso da cosmética capilar, protocolos para alisar, reduzir volume, soltar cachos, entre outras, dependendo do resultado pretendido para cada tipo de cabelo. Segundo, por que foi amplamente divulgado na imprensa local (link ao final do artigo). Terceiro, porque é público. Foi divulgado no site da FAPESP e UNESP assim que a Comunidade Muçulmana (portanto, não somente para África) aprovou o uso dos produtos INOAR, reconhecendo que os mesmos atendiam às exigências do Halal.

Grandes e exigentes mercados consumidores como americanos e europeus, mercados com exigências rigorosas por condutas religiosas, reconhecem o benefício dos produtos INOAR com ácido glioxílico. Daí nossa expectativa quanto à regulamentação pela ANVISA no uso desse ingrediente que revolucionou à cosmética capilar, e que beneficiará em muito à indústria nacional, de diferentes portes, além de reconhecer o pioneirismo em pesquisa e tecnologia de ponta, desenvolvida por uma empresa brasileira, à INOAR Cosméticos, sempre na perspectiva de inovação tecnológica, satisfação e bem-estar das pessoas.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

 

Fontes:

LONGO, Valéria; LONGO, Elsom; OLIVEIRA, Ana Lúcia de. Estudo da permeação de água em cabelos tratados com formaldeído e ácido glioxílico – Inoar_KA_001-16. KATLÉIA – Centro Avançado de Diagnóstico Capilar. Agosto 2016. São Paulo/SP (não publicado)

http://cdmf.org.br/2017/05/29/uso-do-acido-glioxilico-foi-liberado-na-comunidade-muculmana/.

https://www2.unesp.br/portal#!/noticia/27425/uso-de-acido-glioxilico-e-liberado-na-comunidade-muculmana

http://www.w24.co.za/Beauty/Hairstyles/there-might-be-feathers-placenta-egg-yolk-and-even-blood-in-your-shampoo-20170515

 

[i] “A natureza da essência do Halal é na realidade a natureza para a qual o ser humano foi criado, e nela se encontra a pacificação que o coração humano busca intuitivamente. Todos nós, não importando nossa visão da vida ou cultura a que pertencemos, possuímos uma intuitiva compreensão de que a pureza em todas as suas manifestações está em harmonia com o bem-estar, a paz de espírito e as coisas mais sublimes da vida. Identificamos intuitivamente o bem real na verdade, na pureza dos sentimentos, no equilíbrio, na virtude diante das dificuldades e em todos os valores éticos e morais que superam o egoísmo, o orgulho, a malícia e a bestialidade. E esta natureza é essência do Halal que o Islam manifesta através do que Deus decretou como lícito, para a felicidade do homem em sua trajetória no mundo.” (http://arresala.org.br/biblioteca/a-correta-distincao-entre-o-halal-e-o-haram)

 

 

 

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