GANHAMOS OU PERDEMOS?

EVOLUÇÃO HOMEM MAQUINA
montagem de duas imagens disponíveis na web

Se considerarmos o humano, ou homo sapiens (homem sábio, em latim), espécie animal de primata bípede, que teria surgido na África há cerca de 200 mil anos, segundo a ciência (segundo as religiões as datas são outras, porque não dependem de provas e testes, mas de crença e fé) evoluímos. A questão é para onde caminhamos? A Terra teria em torno de 4,5 bilhões de anos. Ou seja, fomos os últimos a chegar. Dizem alguns que no processo de formação do Planeta Terra até a chegada do homem fosse colocada no tempo de 24:00 horas, o humano entrou às 23:59:45 segundos. Ou seja, 15 segundo antes da meia noite.

A chamada 4ª Revolução Industrial (1ª substituição da produção manual pela mecanizada; 2ª eletricidade; 3ª telecomunicações) faz da robótica e da cibernética os protagonistas do processo produtivo, tanto na indústria, como no setor financeiro e nos agronegócios. As tecnologias têm contribuído muito no aumento da produção, e consequentemente no aumento do consumo. Neste, a produção de alimentos, por exemplo, cada vez mais industrializados, afeta os jovens em todo mundo, inclusive pela ausência de exercícios físicos e constante uso de computadores e celulares. Nos EUA pesquisas mostram que 19% deles estão obesos, sem falar nos 40% de adultos na mesma condição.

Culpar o Smartphone, onde a maioria passa boa parte do dia “consumindo” todo tipo de produto, não é justo. As tecnologias Smartphone revolucionaram à comunicação. Mas, com certeza as relações mediadas pelas máquinas têm nos afastado do mundo real. Ficar muito tempo nesse mundo abstrato, artificial (ou real?) não diminui ainda mais nossa capacidade de relacionamento? Deixaria alguém que quisesse falar com você na sua frente esperando horas? Certamente que não. Mas, deixamos alguém chamando, mandando mensagens, insistindo que quer falar, se estivermos em algum aplicativo de relacionamento no celular.

As novas tecnologias de comunicação, novas por que têm menos de 30 anos, nada no tempo histórico, trouxeram muitos ganhos, mas também estamos perdendo muito. Tenho receio que não consigamos nos adaptar à velocidade das mudanças que às tecnologias de informação e comunicação estão causando, e que de fato têm alterado comportamentos, positiva e/ou negativamente. Alguns hábitos estão mudando de forma dramática, profunda e tão rápida que rompem laços que nos unem enquanto seres, criando também o caos. Haja vista as polarizações em debates nas redes sociais,  à intolerância aos que pensam e/ou são diferentes, o desrespeito aos valores que conseguimos enquanto sociedade em evolução. Isto para dizer o mínimo.

E a desumanização no trabalho? Há significativa redução no número de empregos formais. Sobretudo, no Brasil, tal processo está acelerado. Os bancos, por exemplo, se o cliente não se adapta ao uso de internet banking, ou mesmo caixa eletrônico, enfrentará sempre às filas devido à redução no quadro funcional. E os empregados/funcionários que permanecem tem que aprender sobre tecnologias. Isso é positivo à medida que força as pessoas a ampliarem seus conhecimentos, e consequentemente seu campo de atuação.

No meio de um cenário de mudanças rápidas e aceleradas, não podemos esquecer o humano, os sentimentos das pessoas, as diferentes identidades, a gentileza. Tenho observado a “frieza” crescente nos corredores de prédios comerciais, onde pessoas não se cumprimentam mesmo circulando na mesma área todos os dias. Os elevadores são quase geladeiras. Mas, isso também ocorre nos espaços mais próximos, nas  casas e famílias.

Questionamos um mundo que se desumaniza, mas não questionamos nossas atitudes desumanas, atomatas, fazendo e repetindo ações que, na maioria das vezes, não são definidas por nós. Precisamos refletir sobre isto, sobre os impactos de tecnologias nas relações humanas. Os debates, quando ocorrem, são em grandes eventos de grandes empresas de tecnologia, ou em Centros acadêmicos. A maior parte da população está fora de tal reflexão. Entretanto, o impacto das transformações tecnológicas nas relações humanas é exponencial, irreversível.

Este post é uma primeira aproximação com o tema. Tudo em construção. Há muito que ler e aprender. Mas, quis compartilhar tal reflexão.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

 

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