TEMPO E DESTINO

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Quanto tempo temos para fazer as mudanças que queremos? Concretizar nossos sonhos? Força para lutar pelo que acreditamos? Tempo não é eterno, e cada vez mais  rápido nos impõe à angustia da escolha.

Este tema vem após o que ocorreu na noite de domingo, 02/09, no Rio Janeiro: incêndio do Museus Nacional. O quinto maior acervo do mundo. Até que ponto não somos conivente com tudo o que está se fazendo com o patrimônio nacional? O que estamos pensando com relação às eleições 2018 que pode melhorar/mudar tal quadro?

A INOAR está às vésperas da Beauty Fair, um dos eventos mais importantes de beleza, mas não há como não comentar o descaso com incêndio no Museu Nacional, que não só transformou em cinzas parte de nossa memória, mas à memória da humanidade. Afinal, a História é universal, embora ocorra nesse ou naquele território.

Cada hora surgem novas informações sobre o que “virou cinza”, mas compartilho essa lista, certamente incompleta, que recebi de um grupo de cientistas, sobre o que tinha no Museu Nacional do RJ:

• A maior coleção de meteoritos do Brasil (Incluindo o famoso Meteorito de Bendengó encontrado em 1784, pesando 5.260kg).
• Minerais e rochas catalogados desde 1790.
• O primeiro vegetal fóssil coletado no país.
• Exemplares da fauna fóssil das eras Mesozoica e Cenozoica.
• Esqueletos completos de espinossauro, dinodontosauro e preguiças-gigantes.
• Luzia, o mais antigo fóssil humano já encontrado nas Américas.
• A maior e mais antiga coleção de arqueologia egípcia da América Latina.
• Afrescos provenientes de Pompéia.
• Artefatos de civilizações ameríndias da era pré-colombiana.
• As únicas múmias indígenas encontradas em território brasileiro.
• 30.000 objetos de cem grupos indígenas de todas as regiões do Brasil.
• Acervo de etnologia africana pertencente a Dom João VI.
• Manto e colar reais de povos do Oceano Pacífico da coleção de Dom Pedro I.
• Além do Palácio em estilo neoclássico residência da família imperial brasileira.

Arte, cultura são nossos maiores patrimônios. Até quando assistiremos o sucateamento da memória nacional enquanto os recursos públicos são alocados (quando não desviados) para interesses do mercado financeiro, especulativo, ou outros na esfera privada?

Há uma música de Pink Floyd que traduz muito o “desprezo” que temos pelo tempo, que no final é quem traça o nosso destino: “Time”. Ela foi animada por Walt Disney com o surrealismo de Salvador Dali. Vale a pena assistir.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

INOAR COSMÉTICOS E O ESPÍRITO DO TEMPO

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Se observarmos à natureza veremos que tudo muda o tempo todo. Enquanto parte dela também estamos em constante mudança. Certamente que alguns mudam nesse movimento natural, outros resistem mais às mudanças. Mas, a única certeza é que tudo está em mutação constante, e hoje isso é mais observável pelo “tempo digital”. O que certamente deixa muitos inseguros, pois é difícil definir o que está em constante mudança.

Dizem os especialistas que as transformações tecnológicas hoje são a maior revolução da história da humanidade, e seu impacto infinitamente superior à revolução industrial no século XIX. Daí que temos sentido maior necessidade de busca por nossas origens, nossos antepassados, para, em certo sentido, preservar uma identidade.

Venho fazendo tal processo: resgatando minha história, minha origem, as coisas que sempre gostei de fazer. Somos resultado da miscigenação étnica-cultural que transformou as Américas há pelos menos 15 mil anos quando datam os primeiros registros de presença humana. Mais, recentemente, há pelo menos 518 anos (oficialmente o descobrimento do Brasil), é que houve a ocupação efetiva do território por europeus. Antes disto, as Nações indígenas habitavam aqui em harmonia com à natureza.

Há, pelos menos três traços étnicos em minha família que vão influenciar para sempre nossos hábitos: Portugueses, Espanhóis e Índios. Minha avó materna era índia no Mato Grosso. Saber de minhas origens indígenas me faz entender o gosto pelas plantas, por mexer na terra, pelas flores, os frutos, animais, cuidado e preservação da vida, solidariedade, etc.

Ter convivido muito com ela, e morado no interior do Estado de São Paulo, me remete aos rituais cotidianos simples com o uso de plantas, ervas. No cabelo a babosa logo virava um néctar no fortalecimento dos fios. O chá de camomila para enxague e um pouco de sol mantinham o cabelo mais claro. Às máscaras esfoliantes com azeite de oliva e açúcar para uma pele sem manchas e lisa.

As pessoas fazem uso de muitas receitas para cuidados pessoais e de beleza sem saber que são veganas, orgânicas, naturais, entre outros conceitos. Isso porque é intuitivo. Tal memória ancestral, o resgate que tenho feito de minhas origens, também tem se traduzido na empresa. A marca INOAR Cosméticos está se reposicionando na busca por maior integração com à natureza, que somos parte enquanto seres, e não superiores a ela, como já mencionei em outro post neste blog.

Na Beauty Fair 2018 apresentaremos produtos à base de flores, plantas, ervas, óleos (que sempre foi nosso forte), entre outros ingredientes naturais, orgânicos e veganos. Certamente que produzidos com o melhor da tecnologia em indústria cosmética, mas todos alquimicamente trabalhados para o êxtase dos sentidos. São aromas, texturas e cores que conectam os tempos: a origem e as transformações, o passado e o futuro no espírito de um tempo que se pretende eterno: o agora.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

 

 

NATUREZA FARTA PARA PRODUÇÃO DE COSMÉTICOS

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A abundância da natureza é algo que nos fascina. Com simplicidade, o reino vegetal, nos presenteia com suas milhares de cores, formas, texturas, aromas, causando sensações inesquecíveis.

Há uma parte da indústria cosmética que vem buscando produzir com matérias primas naturais, orgânicas e veganas. Não só para aproveitar da biodiversidade, mas também, e principalmente, por que os consumidores estão cada vez mais exigentes quanto à fabricação de produtos que respeitem à vida, à natureza. O que se convencionou chamar “consumo consciente”. Pesquisas qualitativas têm mostrado que o consumo de produtos com ingredientes naturais, como flores, por exemplo, têm maior identificação devido à memória olfativa, despertando o desejo de “usar esses cheiros no corpo, cabelo e rosto.” “É como nos misturar, sintonizar com tanta beleza.”

Entretanto, o fator que também tem redirecionado à produção industrial de cosméticos é o engajamento (maior ou menor) na questão da sustentabilidade do planeta. Os recursos são esgotáveis, muitos, aliás, escassos ou em extinção. Usá-los com responsabilidade é garantir sua continuidade para que gerações futuras também possam ver e viver essa experiência.

Tudo que a natureza produziu/produz é perfeito. Estamos produzindo maravilhosas linhas de tratamento que serão lançadas na Beauty Fair 2018 (Expo Center Norte – 9 a 11 de Setembro). São tantas novidades que nosso Centro de Pesquisas Científicas tem trabalhado muito e com foco total no conceito de beleza natural, orgânica e vegana. AGUARDEM, mas principalmente, nos visitem na Beauty Fair. FALTAM 18 dias.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

TENDÊNCIAS DE CONSUMO COSMÉTICOS

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O mercado global de cosméticos veganos têm perspectiva de crescimento de 6,3% até 2025, projetando um faturamento de US$ 208 bilhões de dólares, conforme relatório do Grand View Research, Inc.

Veganos, como já dissemos em outro post aqui no blog, são os produtos fabricados sem matéria prima de origem animal, respeitando o direito destes enquanto seres vivos. Portanto, extinguindo qualquer pratica de exploração ou crueldade animal. E como uma natureza tão vasta, em 4 estações que se renovam justamente para contribuírem no ciclo da vida, de fato, as práticas de desrespeito aos animais é a barbárie em termos de evolução.

A consciência em consumir produtos veganos obriga à indústria rever seus processos de produção, explorando e pesquisando outros ingredientes, ativos, conceitos, comportamentos e desse modo melhor atender seu público consumidor ou potencial. Isso por que cada vez mais compreendemos o delicado equilíbrio da vida, onde cada parte tem seu papel.

Detalhes sobre mercado vegano, veja o link.

http://www.cosmeticosbr.com.br/conteudo/article/mercado-global-vegano-de-cosmeticos-deve-atingir-us-208-bilhoes-ate-2025/

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

“EU ESCOLHO REFLETIR OS TEMPOS E AS SITUAÇÕES NAS QUAIS ME ENCONTRO” – Nina Simone

HOJE

As empresas não são algo acima ou separado do social. Estão inseridas num contexto social, politico e econômico, extremamente complexo, como o brasileiro hoje. Isso faz com que nós, líderes de empresas nacionais, prestemos atenção ao que está se pensando para o futuro do país. Para além de nossos interesses, faz-se necessário garantir que os cidadãos tenham seus direitos assegurados, inclusive o de consumir, pois é do “consumo das famílias” que sobrevivem as economias, os negócios.

Especificamente, quero refletir sobre o que dizem os candidatos à presidência da República sobre incentivos à produção industrial e retomada do crescimento econômico. Tenho assistido alguns debates e entrevistas. Pouco ou quase nada se fala da indústria nacional, ciência e tecnologia, entre outras áreas estratégicas que deveriam estar sendo pensadas para um Brasil afinado com as grandes transformações tecnológicas como internet of things (internet coisas), business agility, big data, machine learning entre outras que estão alternado completamente à comunicação entre pessoas, objetos, processos e dados. Ou seja, como tudo isso afetará à indústria, assim como as redes de comunicação digital vem transformando completamente às relações interpessoais.

Nos debates e entrevistas, o que se vê é a reprodução de uma fala antiga, que nada inova em termos de gestão, de processos e principalmente em ciência e tecnologia para avançarmos rumo a um futuro mais virtuoso, que não somente resgate a esperança, mas efetive mudanças que realmente importam para o Brasil. Propostas que considerem a realidade nacional, e não cópias de modelos estrangeiros, muitos já testados e falidos em muitos países.

Proponho refletirmos sobre o contexto político porque é sobre nosso futuro, nossas vidas e de nossos negócios que recairão os resultados das eleições de 2018. E concordando com o que diz Nina Simone: “Eu escolho refletir os tempos e as situações nas quais me encontro.”

 

Assista  vídeo. São menos de 1 min e as mudanças em nossos comportamentos podem ser eternas. Vale muito, até para entender o papel de cada um no processo político, que é muito além de eleições, embora essa o coloque em evidência.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

COSMÉTICOS SUSTENTÁVEIS = CONSUMO CONSCIENTE

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A INOAR tem investido em certificações de seus produtos para garantir qualidade e fidedignidade nas suas linhas vegana, orgânica e cruelty-free. Daí a importância de compreender o que são cada um desses conceitos.

Cosmético vegano
Serão considerados veganos os cosméticos que não utilizam matérias primas de origem animal em sua composição. “Um cosmético vegano não significa que ele seja natural ou orgânico. Ele pode ser inteiramente sintético e, ainda assim, continuar sendo vegano.”

Cosmético orgânico
Serão considerados cosméticos orgânicos se formulados com mínimo de 95% de matérias-primas cultivadas sem uso de agrotóxicos, numa perspectiva sustentável, de respeito à vida e natureza.

Cosmético natural
Serão considerados cosméticos naturais os formulados com mínimo de 95% do total das suas matérias-primas de origem natural, podendo os 5% restantes ser de matérias matérias-primas orgânicas e/ou sintéticas, “desde que esses ingredientes não atendam pelo nome de Parabenos, Petrolatos, Triclosan, Mercúrio, Óleo mineral, Hidroquinona, PEGs, Imidazolidinyl Urea, Diazolidinyl Urea, Lauril Sulfato de Sódio, Lauril Éter Sulfato de Sódio, BHA, BHT e Silicone. Também não podem utilizar em sua formulação qualquer ingrediente de origem animal.”

Cosmético cruelty-free
Cruelty-free, do inglês, “sem crueldade” são os cosméticos que não realizam testes em animais. “Todavia, isso não significa que não há matérias-primas provenientes de origem animal em sua composição. Ou seja, é possível ser cruelty-free, sem ser vegano.”

Sintéticos
São a maioria dos cosméticos disponíveis no mercado, que tem na sua formulação ingredientes desenvolvidos em laboratório, de origem animal, utilizam corantes, conservantes, silicones, álcool e parabenos, […] e muitos deles são testados em animais.

Certamente o tema de cosméticos sustentáveis é bem mais complexo que as descrições acima, mas, vamos aprofundando. Num contexto onde busca-se maior integração e respeito à natureza, o consumo é cada vez mais consciente de que somos parte dela, e não superior para subjuga-la, destruí-la.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

 

http://www.peta.org

http://www.ciclovivo.com.br

 

ÁCIDO GLIOXÍLICO – MITOS E VERDADES

Há quase uma década a INOAR revolucionou o mercado de cosmética capilar descobrindo que o ácido glioxílico (AG) possui propriedades de alisar à fibra capilar, mantendo a integridade dos cabelos, portanto, sem danos à saúde. Com os primeiros estudos, a ANVISA liberou o AG para função tamponante. Agora caminha para liberação mais ampla, reconhecendo também sua propriedade de alisante capilar, conforme temos pautado, com certa frequência, aqui no Blog. Este é o processo natural, uma vez que o AG já é reconhecido como seguro e eficiente no mundo inteiro, graças ao trabalho pioneiro da INOAR Cosméticos.

Em função da morosidade dos trâmites burocráticos de Agências Reguladoras nacionais, a INOAR exporta todos os seus produtos à base de ácido glioxílico. Em 2014, uma importante emissora de TV veiculou reportagem tendenciosa, demonizando o ácido glioxílico. Mais tarde, os entrevistados de tal matéria, desmentiram à reportagem, evidenciando uma fraude, quiçá para beneficiar à emissora, que à época passava novela no contexto de salão de beleza/produtos para cabelos. Além, é claro, de lucrar com publicidade de grandes marcas concorrentes da Inoar, no mesmo segmento. Desde então criou-se uma mística em torno do ácido glioxílico, gerando desinformação e desconfiança. Por essa razão, posto hoje (até sexta) análises sobre ácidos orgânicos, na perspectiva de contribuir no esclarecimento sobre o uso e benefício do ácido glioxílico.

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VERDADE – O Ácido Glioxílico é um composto orgânico da mesma família do Ácido Acético (vinagre, sim V-I-N-A-G-R-E, igual a este que ingerimos na salada todos os dias). Ácido Glicólico (o mesmo dos consultórios dermatológicos) e Ácido Oxálico (encontrado na natureza em frutas e vegetais)

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VERDADE – O ácido glioxílico é naturalmente produzido por fungos, plantas e bactérias. Como parte vital do equilíbrio do ecossistema, o ácido glioxílico é responsável por garantir o crescimento e reprodução dos organismos.

MITO – “Pranchar o ácido glioxílico sobre o cabelo libera formol”. Mito! A temperatura máxima que uma prancha pode atingir não seria capaz, sequer, de alterar à composição do ácido glioxílico.

MITO – “Ácido glioxílico e formol são a mesma coisa”. Não precisa ser químico para perceber que compostos com nomes diferentes são substâncias distintas. A única coisa que estes compostos têm em comum são às moléculas igualmente pequenas, capazes de penetrar no centro da fibra capilar. No mais, possuem classificação, pH e funções completamente diferentes.

VERDADE – Impactados pelas descobertas e pesquisas da INOAR sobre benefícios de uso do ácido glioxílico, empresas sólidas e tradicionais também lançaram produtos à base de ácido glioxílico.

VERDADE – A INOAR tem voz atuante dentro da ANVISA e luta há quase uma década pela liberação de uso no Brasil para o ácido glioxílico.

VERDADE – A INOAR tem a patente e inscrição de reconhecimento do ácido glioxílico pela COSING – Comissão Européia responsável por reconhecer ingredientes cosméticos, órgão oficial da União Europeia.

Continuamos com os artigos na perspectiva colaborativa. Isto é, estamos abertos para debater e escrever com aqueles profissionais e interessados capazes de ampliar o debate.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

 

Fonte: TAVARES, Letícia. Ácido Glioxílico – Mitos e Verdades. 2018. Artigo não publicado.